Festa estranha com pênalti esquisito
Comentarista do Futuro vai ver de perto a polêmica decisão da Copa do Brasil de 1992, vencida pelo Inter, e revela praga rogada pelo Fluminense aos gaúchos

Esse bissexto ano que já se encaminha ao final não ficará marcado como ‘diferentão’ apenas por aquelas 24 horinhas a mais em fevereiro. Ano do Macaco, segundo o horóscopo chinês, 1992 vem esbanjando gaiatices, pródigo em sustos e cambalhotas inesperadas. Pensem comigo: já rolou impeachment do Collor (mas atenção: ele vai dar jeito de não ser cuspido do Palácio), um meteoro gigante acertando em cheio a cabeça de uma pessoinha em Uganda e até o reconhecimento pelo Papa de que Galileu Galilei não era mesmo aquele bandidão que a igreja pensava. O tempo é o melhor dos juízes. Aquele sujeito de roupa preta que corria ontem pelo gramado, nesta final entre Internacional e Fluminense, levava nas mãos apenas o apito e não um telescópio, como o finado cientista e ex-pagão. Talvez nem se tivesse um a alcance teria deixado de marcar, aos 43’ do segundo tempo, a penalidade máxima que…
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