Acervo · Copa do Mundo
Bate-volta — dia 10: já são quantas guerras depois do ‘jogo da paz’?
Antes de ver reencontro de Irã e EUA em Copas, hoje no Catar, cronista vai ao jogo de 1998, tão tenso que escalaram árbitro com mais neutralidade política

Quem se chama Urs Meier não ‘bobeia’! (Ou ‘bobéier’, há controvérsias). O árbitro suíço cujo sobrenome parece homenagem ao famoso bairro da zona norte carioca tinha todas as credenciais para ser escalado ontem, no mais esperado encontro desta Copa da França, entre as seleções dos Estados Unidos e do Irã, há 10 anos sem conflito armado mas ainda mantendo relações diplomáticas e políticas de poucos sorrisos – nenhum, pra ser mais exato. Meier fala quatro idiomas – alemão, francês, inglês e espanhol –, é leitor voraz, amante de Jazz, esqui, velocidade e viagens pelo mundo. Só mesmo um juiz de futebol assim, com perfil de ‘Embaixador’, seria capaz de conduzir, ou mediar, com tranquilidade e elegância, o tenso ‘olho-no-olho’ desta partida pela segunda rodada do Grupo F, em que, pela primeira vez, estiveram frente à frente nos gramados as duas nações, digamos, ‘inimigas’. Um ‘Sincerão da Bola’! Também diplomaticamente, apresento…
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