Bicampeão do mundo pela seleção brasileira, ídolo em vários países, e autor de gols antológicos, Ronaldo é indiscutivelmente um dos maiores jogadores de todos os tempos. O ex-atacante brasileiro, no entanto, tem números discretos na principal competição da Europa, a Liga dos Campeões, troféu que jamais conquistou.
Vendido pelo Cruzeiro ao PSV, da Holanda, em 1994, Ronaldo defendeu gigantes do continente como Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan até 2008. Contudo, suas estatísticas na Champions League não refletem a dominância que o Fenômeno impunha nos campeonatos nacionais ou em Copas do Mundo.
Ronaldo na Champions League
- 40 jogos
- 14 gols
- 8 assistências
Melhor resultado: semifinal de 2003
Ronaldo disputou seis edições de Champions League, uma com a Inter (1998-1999) e cinco pelo Real Madrid (de 2002/2003 até 2006/2007).
O Fenômeno fez apenas 40 partidas na competição ao longo de toda a carreira, marcando um total de 14 gols. Para fins de comparação, sua média de gols na Champions é de 0,35 por jogo, significativamente inferior à sua média geral na carreira (0,67, com 414 gols em 615 jogos).
O brasileiro tem 126 gols a menos que seu xará português, Cristiano Ronaldo, maior artilheiro da Champions com 140 gols (em 183 jogos) e pentacampeão da competição.
Lesões e regulamentos atrapalharam a busca pelo título

Ronaldo comemora gol contra a Roma, na temporada 2004/2005 – EPA/MAURIZIO BRAMBATTI
Para entender por que os números Ronaldo Fenômeno na Champions são baixos, é preciso entender o contexto. As graves lesões no joelho sofridas durante sua passagem pela Inter de Milão o tiraram de combate por longos períodos, justamente quando o clube italiano tinha elencos competitivos para brigar pela Europa.
Na temporada 1998/1999, sua única pela Inter na Champions, ele não esteve em campo na derrota para o Manchester United na ida das quartas de final. A equipe inglesa conquistaria o título daquela edição em um final épica contra o Bayern de Munique.
Já em sua fase “Galáctica” no Real Madrid, onde teve sua maior sequência de jogos no torneio, a equipe bateu na trave, sempre com o mesmo problema: uma defesa frágil destoando do poderio ofensivo invejável.
A temporada de 2002/03 foi a mais emblemática de Ronaldo no torneio, especialmente recordada pelo hat-trick contra o Manchester United em Old Trafford, nas quartas de final. Na ocasião, o eterno camisa 9 (que vestia a 11 em sua temporada de estreia pelo Real) foi aplaudido pela torcida inglesa.
Aquele time, no entanto, cairia na semifinal para a Juventus de Del Piero e companhia, vice-campeão diante do Milan. Luís Figo errou um pênalti no jogo de volta e foi vilão da eliminação merengue.
A eliminação mais vexatória veio na edição seguinte. Nas quartas de final, o time galáctico foi uma das várias vítimas da zebra daquela edição, o Monaco, que também terminaria com o vice-campeão ao perder para o Porto.
Em 2005, mais uma vez a vítima foi a Juventus. Ronaldo teve boa atuação no jogo de volta em Turim, mas foi expulso já na prorrogação. O Real era treinado por Vanderlei Luxemburgo, que até hoje diz se arrepender de ter substituído Zinedine Zidane.
‘Quase campeão’ pelo Milan

Ronaldo e Kaká, com a taça da Champions de 2007 – Milan/Divulgação
Como mostra a foto acima, Ronaldo chegou a tocar a Orelhuda, mas não consta na lista de campeões do torneio, por questões legais.
Quando se transferiu para o Milan, no meio da temporada 2006/2007, vencida pelo clube rossonero em final diante do Liverpool, Ronaldo não pôde jogar porque o regulamento da época impedia que um atleta atuasse por dois clubes diferentes na mesma edição da competição.
Ronaldo já havia atuado pelo Real Madrid na fase de grupos, antes de brigar com o técnico Fabio Capello e ter de se transferir. Seu último jogo na Champions foi em 6/12/2006, num empate em 2 a 2 com o Dínamo de Kiev, na Ucrânia, no qual marcou os dois gols do Real Madrid.










