O Bodo/Glimt é a nova sensação da Champions League. Após vencer o Manchester City e o Atlético de Madrid, a equipe da Noruega eliminou a Inter de Milão nos playoffs, com duas vitórias, e avançou até as oitavas de final. Fator decisivo ou apenas detalhe no confronto, o Bodo manda seus jogos no gramado sintético do estádio Aspmyra, o que repercutiu fora das quatro linhas.

“Para ser sincero, a maioria dos jogadores cresceram acostumados a jogar no sintético. Pessoalmente, eu prefiro jogar no gramado natural, mas não é possível por conta do nosso clima, acima do Círculo Polar Ártico. É impossível para nós ter um gramado bom durante o ano. Infelizmente temos que jogar no sintético, é como as coisas são”, disse Patrick Berg, à TNT Sports.

O capitão da equipe ainda completou: “Você pode se adaptar ou reclamar. Não importa, essa é a realidade. Claro que, eu como atleta e todos os outros jogadores preferimos jogar no gramado natural, mas não é possível para nós”.

Aspmyra, casa do Bodo, no inverno coberto de neve - THOMAS ANDERSEN / NTB / AFP

Aspmyra, casa do Bodo, no inverno coberto de neve – THOMAS ANDERSEN / NTB / AFP

O Bodo manda seus jogos no Aspmyra Stadion. A cidade fica localizada no norte da Noruega, acima do Círculo Polar Ártico, com extremas negativas e com neve durante o inverno. Devido a este cenário, o estádio tem gramado sintético.

Antes da eliminação e mesmo de jogar na Noruega, o clube italiano teria demonstrado preocupação com o gramado sintético antes da partida, especialmente por possíveis impactos no desempenho e no risco de lesões. A queixa não foi formalizada publicamente por jogadores ou treinador nas entrevistas pós-jogo, mas foi mencionada por veículos esportivos europeus como parte do contexto do confronto.