Rafinha será o novo gerente esportivo do São Paulo. O jogador se despediu nesta segunda-feira, 26, dos colegas do programa Seleção Sportv, onde trabalhava como comentarista e anunciou que vai retornar ao Tricolor Paulista. Dessa vez, terá uma dura missão fora do campo.
O ex-lateral-direito de 40 anos assumirá a vaga deixada por Muricy Ramalho, que tinha a função de coordenador de futebol no clube. Na última sexta-feira, 23, o ex-treinador, que estava na função desde janeiro de 2021, pediu demissão do cargo.
Muricy estava fora do dia a dia do time por questões médicas e optou pelo desligamento depois do impeachment e posterior renúncia do presidente Julio Casares. Desde o desligamento de Muricy, Rafinha era um dos cotados a assumir o cargo.
Anúncio de Rafinha
Durante o anúncio, o ex-jogador destacou sua passagem pela emissora e que não é um simples chamado do São Paulo, mas uma convocação.
“Quero agradecer a todos da Globo, foram oito meses espetaculares, mas a minha casa é o futebol, onde vivi a maior parte da minha vida. Quando tudo está tranquilo, a gente procura a confusão. É uma confusão boa, quando o São Paulo me chama é uma convocação. É uma hora para quem gosta de confusão, de desafio e ajudar o São Paulo”, comentou Rafinha.
Ainda durante o programa, o ex-lateral falou sobre as prioridades no novo cargo. Rafinha também refletiu sobre sua função e responsabilidades como novo gerente de futebol do São Paulo.
“Acho que a minha função vai ser… vai ser não, tem que ser, de deixar os jogadores concentrados só no futebol. Essa parte, a diretoria, a conversa que eu tive com o presidente, e com o departamento de futebol, com o Rui Costa que está no comando. A primeira parte é colocar as coisas em dia como já está sendo feito, já fizeram acordo com os jogadores, então vão pagar o que tem de atrasado. O acordo tá encaminhado, vai ser passado para os jogadores essa semana ainda”, disse.
Passagem de Rafinha no São Paulo
Rafinha anunciou a sua aposentadoria como jogador de futebol em julho do ano passado. Pelo São Paulo, foi importante nas conquistas inéditas da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa de 2024.
O ex-lateral defendeu o Tricolor de 2022 a 2024 e atuou em 117 partidas, com um gol e cinco assistências.
São Paulo e a crise fora dos campos
O São Paulo vive uma crise institucional intensa após denúncias de irregularidades financeiras e administrativas que envolveram a gestão de Julio Casares. A situação ganhou repercussão na imprensa e no meio jurídico, colocando o clube sob forte escrutínio de conselheiros, torcedores e autoridades. As acusações incluíram suspeitas de desvios e práticas questionáveis na administração do futebol.
Diante da pressão interna e externa, Casares acabou renunciando ao cargo de presidente, em um movimento que marcou um dos momentos mais turbulentos da história recente do Tricolor. A saída foi vista por muitos como uma tentativa de resguardar o clube e permitir uma apuração mais transparente das denúncias. Assumiu então o cargo máximo Harry Massis.
A situação financeira do São Paulo Futebol Clube também se tornou um dos principais focos de preocupação nos últimos anos. O clube enfrentou déficits históricos, com um prejuízo de R$ 287 milhões em 2024, e a dívida geral se aproximou de quase R$ 1 bilhão, resultado de receitas menores do que o esperado e despesas elevadas com folha e manutenção do elenco.
O técnico Hernán Crespo chegou a tratar este como “o pior momento da história do clube”. “Chegamos aqui sete meses atrás. O Casares não está, o Muricy não está, o Belmonte não está, o Carlomagno não está, o doutor não está, o fisioterapeuta não está. Ou seja, mudou tudo: departamento médico, diretoria, presidente… É difícil demais, talvez esteja falando do pior momento da história do São Paulo”, disse Crespo, à TNT Sports.









