O ambiente de tranquilidade deu lugar à cobrança explícita na reta final da fase de grupos do Campeonato Paulista. O que deveria ser uma semana de preparação tática se transformou em um caldeirão de pressão, com torcedores organizados marcando presença na porta dos centros de treinamento para exigir comprometimento e resultados imediatos. Neste domingo, 15, a última rodada define quem avança ao mata-mata e quem amarga uma eliminação precoce.

As manifestações recentes não são fatos isolados, mas o reflexo de campanhas irregulares. Torcedores do Santos protestaram no CT Rei Pelé e na Vila Belmiro, insatisfeitos com a má fase da equipe, embora o risco de rebaixamento já tenha sido afastado.

No Corinthians, a fiel torcida também organizou manifestações cobrando a diretoria e o elenco por melhores desempenhos, transformando o estadual de um laboratório de testes em uma obrigação moral.

A matemática da classificação

Para os clubes pressionados, a equação é tensa. O Corinthians, ocupando a quinta colocação, depende apenas de si: precisa vencer o São Bernardo para garantir a vaga nas quartas de final sem depender de outros resultados. Já a situação do Santos é mais delicada. O Peixe precisa vencer o Velo Clube e ainda torcer por uma combinação de resultados de adversários diretos para conseguir avançar na competição.

O São Paulo também entra em campo sob alerta. Na oitava posição, o Tricolor precisa de uma vitória simples contra a já rebaixada Ponte Preta para assegurar sua classificação. Qualquer tropeço pode custar caro, dependendo do desempenho dos rivais na tabela.

Tranquilidade alviverde e fator psicológico

Enquanto os rivais fazem contas, o Palmeiras vive um cenário oposto. Já classificado para as quartas de final, o time alviverde enfrenta o Guarani com o objetivo de confirmar a liderança geral da competição, navegando em águas calmas graças à estabilidade do trabalho de sua comissão técnica.

Para os demais, o jogo decisivo envolve não apenas a parte física e tática, mas principalmente o aspecto psicológico. Entrar em campo sob a desconfiança da própria torcida pode ser determinante. Apenas a vitória interessa para acalmar os ânimos e evitar que uma crise institucional profunda se instale antes mesmo do início do Brasileirão e das competições continentais.