A Premier League decidiu não implementar uma nova estratégia para o uso do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) na próxima temporada. A decisão segue uma recomendação da Professional Game Match Officials (PGMO), que alertou para o impacto negativo na duração das partidas e no aumento da pressão sobre os árbitros caso as mudanças fossem adotadas. A informação é do The Guardian.

Por que a Premier League rejeitou a expansão do VAR?

A PGMO expressou preocupações de que a ampliação do escopo do VAR, especialmente para a revisão de lances de escanteios, poderia prolongar excessivamente o tempo de jogo. Essa visão é compartilhada pelos clubes da liga, que demonstraram pouco interesse em adicionar novas responsabilidades ao sistema, segunda a apuração. O objetivo central é proteger os árbitros de um escrutínio excessivo e evitar interrupções desnecessárias que prejudiquem o ritmo do futebol.

O que muda no protocolo do VAR para a próxima temporada?

Apesar da rejeição a certas propostas, algumas alterações aprovadas pela International Football Association Board (Ifab) serão implementadas obrigatoriamente. Entre as mudanças, o VAR poderá intervir para revisar a decisão de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão caso identifique um erro claro na decisão inicial. Anteriormente, a atuação da tecnologia era restrita a cartões vermelhos diretos.

O contraste entre a visão da FIFA e a realidade das ligas

Embora a FIFA, representada por figuras como Gianni Infantino e Pierluigi Collina, defenda a ampliação dos poderes do VAR para evitar decisões incorretas em lances decisivos, a medida não é mandatória para as ligas nacionais. Enquanto a tecnologia será utilizada em escanteios na Copa do Mundo de 2026, a Premier League optou por manter a autonomia sobre o protocolo, priorizando a dinâmica do campeonato local em detrimento da expansão tecnológica sugerida pelo órgão internacional.