Em meio ao futebol moderno, medido por estatísticas, um jogador à moda antiga resiste ao esquema do treinador mais influente no esporte atual, Pep Guardiola. Rayan Cherki, de 22 anos, é um meia canhoto que vem encantando a Inglaterra e os torcedores do Manchester City.
Nascido em Lyon, filho de argelinos, Cherki foi formado nas categorias de base do Lyon, onde sempre foi considerado um prodígio para a idade. Pela habilidade e qualidade, o jogador já frequentava o banco de reserva de partidas da Champions League aos 16 anos.
Depois de seis temporadas de destaque na França (29 gols e 46 assistências em 185 jogos), o meia foi contratado pelo Manchester City, por cerca de 36 milhões de euros – valor considerado baixo, mas aceito pelos franceses em razão da crise financeira do clube que tinha John Textor como gestor.

EFE/EPA/GUILLAUME HORCAJUELO
Como Guardiola ‘se rendeu’ a Cherki
Se surgiram dúvidas se o “espírito livre” de Cherki (nas palavras do próprio Guardiola) iria conseguir se adaptar em um campeonato mais físico como a Premier League e em um esquema tão rígido como o do treinador catalão, o meia não demorou a driblar a desconfiança. A camisa 10 lhe caiu perfeitamente.
Mesmo que Cherki tenha defendido inúmeras vezes que não é um jogador de planilha, que ele não baseia o seu jogo em estatísticas, as suas participações em gols acompanham o bom desempenho. O meia já tem dez gols e 15 assistências em 47 partidas. “Eu não sinto pressão”, definiu Cherki depois do último triunfo diante do Chelsea.
Os bons números são pouco para mostrar a influência de Cheki quando está em campo. Em meio ao esquema de Pep Guardiola, que é conhecido como um dos maiores representantes do jogo posicional – em que os atletas ficam responsáveis por circular em áreas específicas do campo – o jovem manteve a sua forma “rebelde” e circula com liberdade por todo o campo, trabalhando com elegância tanto com a perna direita quanto com a melhor, a canhota.










