A derrota do São Paulo para o Palmeiras, no último sábado, 21, foi seguida por uma coletiva em que Roger Machado explicou o gol sofrido com base em conceitos táticos. O treinador utilizou termos ligados a pressão, ocupação de espaço e movimentação defensiva, em vocabulário muitas vezes batizado por “tatiquês”.
Muito criticado desde seu anúnicio, o treinador voltou a ser alvo pela forma que se comunicou. A repercussão ocorreu nas redes sociais e em programas esportivos, com comentários sobre a forma como o conteúdo foi exposto.
A entrevista de Roger Machado
Ao explicar os erros do São Paulo no gol do Palmeiras, Roger disse: “A nossa subida de pressão ali obedeceu à regra do gatilho da bola rodada para trás, mas ali houve pouca pressão na bola, e a bola inverteu de corredor. Em qualquer time que pega, ainda mais com um canhoto de pé contrário, que não tem uma marcação justa, a bola foi invertida, e houve uma dobra de corredor. Na verdade, nós até estávamos com a dobra, mas chegamos mais atrasados, e, nas características do Arias, ele trouxe para dentro e finalizou.”
E prosseguiu: “Naquele momento, foi justamente a tentativa de pressionar, jogando em casa, numa iniciativa, num gatilho de pressão de bola para trás, que a pressão vazou. Essa foi uma pressão que iniciou bem sucedida, mas nós permitimos que o adversário saísse num espaço muito pequeno, em vez de fazermos com que o adversário continuasse pressionado do lado da bola.”
O que Roger explicou?
Em resumo, utilizando termos comuns em público de analistas e treinadores, Roger Machado explicou um movimento errado de marcação. A explicação tem início com o ex-jogador pontuando que os jogadores do Tricolor ficaram em posição mais adiantada em razão de um passe palmeirense para trás, o que ele chamou de “gatilho”.
Porém, sem tanto incômodo no jogador que tinha a bola, o Palmeiras conseguiu passar a bola do lado direito para o meio, e depois para a esquerda, no que Roger relata como “bola inverteu de corredor”.












