Uma noite dramática em Caxias do Sul. O Juventude lutou, pressionou e criou inúmeras chances, mas parou em uma atuação brilhante do goleiro Ronaldo. O empate em 1 a 1 com o Bahia, nesta sexta-feira, 28, no Alfredo Jaconi, selou o rebaixamento do Papo no Brasileirão.
Precisando vencer para sobreviver, o time da casa viu o adversário abrir o placar e, mesmo buscando o empate, não conseguiu a virada necessária. Com 34 pontos em 36 rodadas, em penúltimo, o Juventude teve o rebaixamento para a segunda divisão matematicamente decretado após vitória do Santos sobre o Sport, enquanto os baianos seguem vivos na briga pela Libertadores.
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Troca de golpes e equilíbrio inicial
O jogo começou com a tensão natural de uma decisão. O Bahia, mais leve na tabela, tentou controlar as ações iniciais com a posse de bola, enquanto o Juventude apostava na velocidade. A estratégia visitante funcionou primeiro. Aos 20 minutos, Ademir recebeu na intermediária, conduziu com liberdade e soltou um chute preciso de canhota, no canto, sem chances para Jandrei, abrindo o placar e aumentando o desespero nas arquibancadas.
A resposta jaconera, no entanto, foi rápida e fulminante. Apenas sete minutos depois, Marcelo Hermes ganhou disputa pela esquerda e cruzou rasteiro. Gabriel Taliari, com categoria de centroavante, dominou girando sobre a marcação e bateu firme para empatar. O 1 a 1 devolveu a esperança ao Juventude, que terminou a primeira etapa rondando a área adversária, mas esbarrando na defesa bem postada do Esquadrão.
O paredão Ronaldo e o drama do VAR
O segundo tempo foi um monólogo de ataque contra defesa, transformando o goleiro Ronaldo no grande protagonista da noite. O Juventude se lançou ao ataque de forma desesperada. Aos 20 minutos, o estádio chegou a explodir em euforia com um gol que viraria a partida, mas o VAR interveio e anulou o lance por impedimento de Rodrigo Sam na origem da jogada, jogando um balde de água fria na reação.
A partir daí, o que se viu foi um bombardeio gaúcho e uma coleção de milagres do arqueiro do Bahia. Aos 29, Ronaldo defendeu com o rosto um desvio à queima-roupa de Negueba. Nos minutos finais, a pressão tornou-se insuportável. Aos 41, salvou um desvio venenoso de Taliari; aos 44, voou para buscar uma cabeçada de Mandaca; e já nos acréscimos, operou outro milagre em novo teste de Negueba. O apito final decretou o empate que, para o Juventude, teve sabor de tragédia, confirmando o descenso, enquanto o Bahia celebrou um ponto conquistado na base da superação defensiva.





