O Juventude e o técnico Maurício Barbieri repudiaram publicamente o ato de injúria racial sofrido pelo atacante Marcos Paulo, o MP, no último sábado, 23, por um torcedor do próprio clube gaúcho. O crime ocorreu durante a partida contra o Sport, no Estádio Alfredo Jaconi, válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro Série B.

“É tão abominável, em 2026 ainda ter que lidar com situações como um caso de racismo gritante. Não posso nem chamar esse indivíduo de torcedor, porque isso não é torcedor, é criminoso. Em qualquer lugar do território nacional que ele fez, é crime. É um criminoso que entra no estádio e acha que tem o direito de cometer um crime. Tem que ser punido dentro do rigor da lei. Eu falar para vocês que é um crime, não apaga a dor, tudo que vem por trás, toda a história abominável que existe por trás de tudo isso”, disse Barbieri, conforme registrado pelo ge.

O episódio aconteceu aos 20 minutos do segundo tempo, logo após o atacante ser substituído. Ao deixar o gramado, MP foi alvo de vaias e xingamentos racistas por parte de um torcedor do Juventude localizado próximo ao alambrado. O atleta identificou as ofensas e relatou o caso imediatamente ao árbitro Lucas Paulo Torezin, que acionou o protocolo antirracismo da CBF.

Quais medidas foram tomadas pelo Juventude

O atacante registrou a ocorrência ainda no Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio e prestou depoimento na delegacia. Em nota oficial, a diretoria do clube gaúcho informou que o torcedor identificado não é sócio, mas será proibido de retornar ao Alfredo Jaconi.

Confira a nota oficial do Juventude

“O Esporte Clube Juventude condena com a mais absoluta veemência e repúdio o ato de racismo sofrido pelo atleta Marcos Paulo Costa do Nascimento (MP) durante a partida realizada na noite deste sábado (23), diante do Sport, no Estádio Alfredo Jaconi, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

O ato ocorreu por volta dos 20 minutos do segundo tempo, quando um torcedor proferiu ofensas racistas direcionadas ao atleta. O indivíduo foi prontamente identificado pela segurança privada do estádio, com auxílio de outros torcedores presentes no local, e conduzido à delegacia pela Polícia Militar, onde prestou depoimento e foi preso em flagrante.

Diante desta situação, o Esporte Clube Juventude está prestando todo o apoio necessário ao atleta Marcos Paulo, oferecendo suporte integral por meio de seu Departamento Jurídico e acompanhando de perto o caso para assegurar que todas as providências cabíveis sejam adotadas.

O Esporte Clube Juventude reafirma que racismo é CRIME e não será tolerado sob nenhuma circunstância. Não há espaço para manifestações racistas dentro ou fora dos estádios, e o Clube atuará com absoluto rigor, colaborando integralmente com as autoridades e adotando todas as medidas cabíveis diante de condutas dessa natureza.

Embora não seja sócio, o torcedor identificado terá seu CPF permanentemente bloqueado para a compra de ingressos para jogos do Juventude no Estádio Alfredo Jaconi. O silêncio e a omissão jamais serão opções diante de qualquer ato de discriminação.”