O Corinthians se preparou nos bastidores para votar a reforma do estatuto, na segunda-feira, 9, mas o evento terminou em bate-boca no Parque São Jorge e acabou suspenso. O presidente do Timão, Osmar Stabile, acusou Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, de interferências e ameaças em sua gestão.

“Na última sexta-feira, enquanto eu jantava, o Tuma disse assim: ‘ou você faz o que eu quero ou eu vou te foder’. Não posso administrar o Corinthians com pessoas me tratando dessa forma. Tenho testemunhas aqui sobre isso além de outras interferências”, disse Stabile.

“Trago aqui documentos dele me pedindo atualizações sobre o que faço. Não posso aceitar mais isso, só colocando uma situação aqui. Assunto do censo do Corinthians, ele me colocou 30 pontos que gostaria de saber. Por que você quer saber? Não vou aceitar isso”.

O presidente do Corinthians dirigiu as acusações ainda antes do início da votação, o que causou certa confusão no Parque São Jorge. Atual diretor de negócios jurídicos do clube, Pedro Soares subiu ao púlpito para confirmar a versão de Stabile.

Romeu Tuma Júnior se manifestou de forma breve antes da reunião terminar suspensa e com bate-boca de dirigentes: “Vocês estão querendo tirar o foco da reunião. Há o devido processo legal, não será assim que vocês vão acabar com a reunião”.

Como fica a reforma do estatuto?

A votação da reforma do estatuto será agora encaminhada para os associados do Corinthians, em reunião que deve ser convocada nos próximos dias pelo Conselho Deliberativo.

A reforma do estatuto busca uma atualização que não acontece desde 2008. Nela, está prevista a discussão sobre o direito a voto do Fiel Torcedor e também uma possível transição para SAF caso haja vontade da maioria.