A Justiça de São Paulo suspendeu a Assembleia Geral do Corinthians, marcada para o próximo sábado, 18, que votaria a reforma do estatuto social do clube. A decisão liminar atende a um pedido do conselheiro Felipe Ezabella, que apontou irregularidades formais no processo conduzido pelo Conselho Deliberativo.
Por que a Justiça suspendeu a assembleia?
O juiz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível do Foro Regional VIII – Tatuapé, acatou o argumento de que a convocação apresentou falhas de transparência. Segundo o magistrado, o descumprimento de ritos internos gera insegurança jurídica para os associados e compromete a legitimidade dos atos administrativos.
De acordo com o portal Meu Timão, a intervenção foi necessária para corrigir ilegalidades no rito. O cenário ocorre em meio à instabilidade no Conselho Deliberativo, após Romeu Tuma Júnior sofrer um afastamento provisório aprovado pelo próprio órgão em março de 2026.
Quais mudanças o novo estatuto propõe?
O projeto é um pilar da gestão de Osmar Stábile, presidente da diretoria executiva em 2026. A proposta visa modernizar a governança com os seguintes pontos:
- Voto do Fiel Torcedor: ampliação do colégio eleitoral para sócios-torcedores em eleições presidenciais.
- Regras para SAF: criação de travas de segurança para uma eventual transformação em Sociedade Anônima do Futebol.
- Responsabilização: punições mais rígidas para gestores em casos de administração temerária.
Próximos passos do processo político
Com a liminar, a votação está paralisada por tempo indeterminado. O clube pode recorrer, mas a tendência é que o rito precise ser reiniciado no Conselho Deliberativo para sanar as falhas apontadas. Conforme o portal Lance!, a suspensão aumenta a pressão sobre a cúpula alvinegra em um momento de desafios financeiros e cobranças por resultados na temporada 2026.









