Em uma noite de emoções extremas no Maracanã, o Fluminense mostrou resiliência e talento para vencer o clássico contra o Botafogo por 1 a 0, em partida válida pela terceira rodada do Brasileirão Série A.

O duelo foi decidido por um lance de pura genialidade de Lucho Acosta, mas ganhou contornos dramáticos após a expulsão de Canobbio, obrigando o Tricolor a segurar a pressão rival com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo.

Clássico pegado e trave salvadora

O primeiro tempo do “Clássico Vovô” foi marcado mais pela intensidade física do que pela técnica. Com o Maracanã lotado e em clima de festa, as duas equipes travaram duelos ríspidos no meio-campo, resultando em um jogo truncado e com muitas faltas. O árbitro Rafael Rodrigo Klein teve trabalho, distribuindo cartões amarelos para tentar controlar os ânimos, especialmente após entradas duras e reclamações constantes de ambos os lados.

Apesar da pouca inspiração ofensiva inicial, a emoção ficou reservada para os acréscimos da primeira etapa. O Fluminense, que tinha ligeira superioridade na posse de bola, quase abriu o placar no último lance. Após cruzamento rasteiro de Samuel Xavier, Canobbio finalizou de primeira e a bola explodiu na trave esquerda do goleiro Neto, deixando o grito de gol entalado na garganta da torcida tricolor antes do intervalo.

Do milagre à pintura de Acosta

A etapa complementar começou elétrica. Logo aos 9 minutos, o lance que definiu a partida: John Kennedy girou na área e chutou cruzado, exigindo grande defesa de Neto. No rebote, Martinelli fuzilou e o goleiro alvinegro operou outro milagre. No entanto, a bola sobrou viva para Lucho Acosta. Com frieza e genialidade, o meia deu um chapéu desconcertante em Neto, que tentava se recuperar, e completou de cabeça para o gol vazio. Uma verdadeira pintura que explodiu o Maracanã.

Expulsão, drama e resistência

A festa tricolor, porém, transformou-se em tensão minutos depois. O VAR acionou a arbitragem para revisar uma cotovelada de Canobbio em Montoro fora do lance de bola. A agressão resultou na expulsão direta do atacante uruguaio, deixando o Fluminense com dez homens em campo a partir dos 15 minutos do segundo tempo.

Com a vantagem numérica, o Botafogo se lançou ao ataque em busca do empate, mas esbarrou na falta de criatividade e na sólida defesa montada por Mano Menezes. O drama persistiu até os acréscimos, quando Danilo cobrou uma falta com categoria e acertou a trave de Fábio, no lance mais perigoso do Glorioso. Ao apito final, o Fluminense celebrou não apenas a vitória no clássico, mas a manutenção da invencibilidade, enquanto o Botafogo liga o sinal de alerta após a segunda derrota consecutiva.