A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou por unanimidade, em Assembleia Geral Ordinária realizada em 27 de abril de 2026, suas contas referentes ao exercício de 2025. O balanço financeiro da entidade revelou um déficit de R$ 182,5 milhões, valor que marca uma reversão em relação ao superávit de R$ 106,6 milhões registrado no ano anterior, em 2024.
O que causou o déficit financeiro da CBF?
Segundo a entidade, o resultado negativo decorre de investimentos destinados à regularização de passivos herdados de gestões anteriores. Além disso, houve um aumento de 111% nas despesas operacionais durante o período de 2025. A antecipação de receitas contratuais com a Nike, originalmente previstas para 2024, também influenciou o desempenho financeiro do ano.
A administração detalhou os principais desembolsos que impactaram o balanço anual. Entre os itens de maior relevância estão:
- Indenização ao Icasa: R$ 80 milhões referentes a uma disputa judicial iniciada em 2013.
- Logística da seleção brasileira masculina: R$ 27 milhões.
- Serviços de consultoria: R$ 22 milhões.
- Investimentos em marketing: R$ 13 milhões.
- Desenvolvimento de tecnologia: R$ 9 milhões.
“O resultado financeiro de 2025 e o previsto para 2026 cristalizam a decisão da nova gestão da instituição de investir em reposicionamento estratégico e em novas linhas de atuação. A CBF apresenta um modelo de gestão promissor para o futuro do esporte brasileiro e alocar parcelas das receitas para realizar investimentos que garantam esse futuro como planejado por eles é natural e saudável, mesmo que represente perdas no presente, em tese, trocadas por ganhos maiores no futuro”, afirma Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.
Apesar do resultado de 2025, a diretoria presidida por Samir Xaud aprovou uma previsão orçamentária para 2026 com receita estimada em R$ 2,7 bilhões. A gestão aponta a marca de 12 patrocinadores ativos como um sinal de recuperação da credibilidade da instituição no mercado. A entidade afirma que os investimentos atuais são parte de um processo de reestruturação financeira de longo prazo.









