A vitória do São Paulo sobre o Flamengo na última quarta-feira, 28, no MorumBis, pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro não ficou isenta de polêmicas. O lado flamenguista, derrotado por 2 a 1, contestou a não-marcação de possível pênalti em Giorgian De Arrascaeta, já nos minutos finais, em lance que poderia representar o empate.
O VAR analisou o lance e recomendou a Wilton Pereira Sampaio, árbitro de campo, a manutenção da decisão de campo. Em áudio divulgado pela CBF, a equipe de vídeo concluiu que houve contato dentro da área, mas considerou que não foi suficiente para caracterizar infração.
Áudio da cabine do VAR no possível pênalti no Arrascaeta.
O lance ocorreu quando o São Paulo já vencia por 2 a 1, com gols de Luciano e Danielzinho, após Gonzalo Plata abrir o placar para o Flamengo.
A jogada começou com cruzamento de Plata para a cabeçada de Bruno Henrique. Rafael defendeu e deu rebote. Na sobra, Arrascaeta disputou com a defesa são-paulina e finalizou para fora. Na sequência, apontou que teria sido calçado por Alan Franco antes do chute.
Na cabine, Rodrigo D’Alonso Ferreira, responsável pelo VAR, e os assistentes reconheceram que o flamenguista tinha “prioridade de chute”, por estar à frente do defensor no momento da disputa. Ainda assim, a leitura foi de que o contato não alterou de maneira decisiva a ação de finalização e, por isso, não se enquadraria como pênalti.
“Segue a decisão de campo. Ele (Alan Franco) não muda a passada. O Arrascaeta, quando vai fazer o chute, joga a perna para trás e bate no jogador do São Paulo, e mesmo assim ele conclui a jogada”, disse Rodrigo ao árbitro Wilton Pereira Sampaio após a checagem.
No campo, Wilton não assinalou a penalidade. Com a validação do VAR, a partida seguiu sem revisão no monitor e o São Paulo confirmou os três pontos na estreia do Brasileirão.









