O Brasileirão 2026 chega à 12ª rodada neste sábado, 18, e, após passado mais de um quarto do campeonato, a competição apresenta uma média de público de 22,4 mil torcedores. A atual ocupação representa uma queda de 13,2% em relação à média de 25,8 mil à esta mesma altura da competição em 2025.

Outro ponto que chama a atenção é que neste ano somente quatro equipes têm levado mais de 30 mil espectadores por jogo – foram dez clubes em 2023, nove em 2024 e seis em 2025.

Quem novamente lidera o ranking é o Flamengo, com média de 57,98 mil torcedores por jogo, seguido pelo Bahia, que, com 36,98 mil espectadores por partida, supera equipes como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, entre outros clubes. Na sequência, Corinthians (32,63 mil), São Paulo (30 mil) e Fluminense (28,27 mil) completam o top-5.

Destes, o São Paulo foi um dos únicos que registrou maior presença do torcedor em 2026, com alta de 25% no MorumBis em relação à média de 24 mil em 2025. No total, o Tricolor Paulista levou mais de 150 mil pessoas nesta edição do principal torneio nacional. Eduardo Toni, diretor de marketing do São Paulo FC, destaca que a alta também passa por iniciativas realizadas pelo clube.

“O São Paulo tem feito um trabalho para trazer cada vez mais torcedores ao MorumBis. A nossa casa é um lugar imponente, tradicional e que oferece aos torcedores diversas atrações. Além das partidas de futebol, o estádio conta com centro de fisioterapia, academia, loja do clube, um tour completo e diversos restaurantes de alta gastronomia. Por conta de tudo isso que oferecemos aos fãs, em média, seis mil pessoas circulam diariamente pelo lugar”, afirma.

Já nos casos tanto do Flamengo como do Corinthians, por exemplo, apesar da boa ocupação atual, houve queda significativa, já que os clubes levaram, respectivamente, 66 mil e 38 mil espectadores por jogo em 2025.

O que explica a queda dos números?

Entre os principais motivos listados por especialistas para a menor adesão do público em 2026, destaca-se o começo antecipado do Campeonato Brasileiro neste ano, com início em janeiro, o que causou um acúmulo de jogos nas primeiras semanas de 2026. Nesse sentido, o atual patamar dos preços dos ingressos também se destaca entre os fatores que podem justificar tal cenário. É o que aponta Fábio Wolff, sócio-diretor da agência de marketing esportivo Wolff Sports.

“A mudança nos horários tradicionais, com jogos mais cedo durante a semana e à noite, nos fins de semana, também influencia o comportamento do torcedor. Soma-se a isso o alto custo dos ingressos, sobretudo nos grandes centros, o que pode levar à escolha por partidas específicas, como confrontos de mata-mata ou jogos do próprio Brasileirão. Nesse contexto, a antecipação do início do campeonato para janeiro criou um cenário inédito, em que clubes passaram a conciliar, ao mesmo tempo, estaduais, Brasileirão e, em alguns casos, as fases iniciais da Copa do Brasil, ampliando o volume de jogos em disputa”, explica.