Escolhido pelo técnico Carlo Ancelotti para iniciar a partida contra a França nesta quinta-feira, 26, às 17h (de Brasília), em Boston, o zagueiro Léo Pereira acredita estar preparado para a oportunidade de estrear pela seleção brasileira. Em entrevista à CBF TV, o defensor comentou que a mentalidade mais madura, aos 30 anos, pode ajudá-lo no processo de convencimento por uma vaga entre os 26 que irão à próxima Copa do Mundo.
“A preparação para esses jogos começou há alguns dias. Desde quando a gente fica sabendo que vem para cá, já buscamos informações sobre quem serão os adversários. O tempo é curto, mas é pegar cada detalhe que é passado para que a gente possa fazer uma grande partida. A mentalidade também conta muito nesse momento, além da parte física e técnica. Juntando esses fatores, acho que a gente pode fazer um grande jogo”, disse o jogador.
“Era um objetivo meu e de toda minha família chegar aqui e representar uma nação e a maior seleção do mundo. Estou muito feliz com essa oportunidade, estou me familiarizando com os novos companheiros, mas fui muito bem recebido. Espero contribuir e representar à altura, porque aqui estão os melhores jogadores do mundo. Venho aqui para complementar e dar o meu melhor para agregar ao máximo”, completou.
Apesar do histórico de convocações em seleções de base, Pereira jamais havia sido chamado à seleção principal, perdendo por muitas vezes a concorrência para companheiros de Flamengo, como Léo Ortiz e Danilo. Curiosamente, ganhou oportunidade já entre os 11 devido a problemas dos titulares Gabriel Magalhães, cortado por lesão, e de Marquinhos, preservado por conta de dores na região do quadril.
“Todos sabemos da responsabilidade de vestir a camisa da seleção, mas sinto que estou preparado para o momento, estou tentando deixar as coisas tranquilas. É um privilégio enorme trabalhar com o Ancelotti, com tantos outros jogadores que são multicampeões. É aproveitar ao máximo, pegar cada palavra, cada detalhe que é passado para mim e para os outros jogadores, para que eu possa crescer cada vez mais”, explicou.

Léo Pereira durante treino pela seleção brasileira em Orlando – Rafael Ribeiro/CBF
O paranaense atua no Flamengo desde 2020. Logo após ter a convocação confirmada, ele conta ter conversado com alguns jogadores do elenco rubro-negro para entender o ambiente interno da Amarelinha. Eleito para a seleção do último Brasileirão, o defensor tem sido um pilares das conquistas do clube carioca nos últimos anos.
“Minha passagem pelo Flamengo é marcada pela minha resiliência e por eu, minha família e os mais próximos de mim não terem deixado de acreditar. Tive um começo ruim no Flamengo e, de 2022 em diante, consegui ter uma constância muito boa, conquistar diversos títulos com meus companheiros. É muito difícil ser campeão e ter vários títulos na carreira, acho que esses são um dos fatores que me colocam hoje na Seleção”, disse.
Lembranças das seleções de base e de Orlando
Embora esta seja em sua primeira vez na seleção principal, a Amarelinha não é novidade para Léo Pereira, que disputou o Sul-Americano e a Copa do Mundo sub-17, em 2013, assim como o Mundial sub-20 em 2015. Nestas competições, ajudou o Brasil a alcançar a final da Copa do Mundo sub-20, edição que foi superado pela Sérvia na decisão.
“Qualquer convocação é especial, tem a sua ansiedade e o seu peso. Tive momentos muito marcantes pela base, vivi momentos muito felizes também, outros em que batemos na trave nas Seleções de Base, mas nada comparado ao que estou sentindo agora, que é indescritível. estou tentando ao máximo desfrutar desse momento. Com o apoio da minha família e dos meus companheiros, vou representar da melhor maneira possível”, contou.

Léo Pereira com Francesco Mauri, auxiliar técnico de Ancelotti na seleção – Rafael Ribeiro/CBF
A cidade de Orlando também não é nova para o zagueiro, que jogou em 2017 pelo Orlando City – emprestado pelo Athletico Paranaense, clube que o revelou. Apesar de ter sido curta, Léo reforçou que a passagem pelo futebol dos Estados Unidos foi importante para aprender com jogadores experientes a se comportar como um atleta de alto nível.
“Tive uma passagem breve por Orlando, em 2017, jogando pelo Orlando City. Foi rápida, mas que me deu muitos aprendizados na vida, principalmente pelos meus companheiros na época, que eram muito profissionais. Eles me deram muita referência de como um atleta de alto nível tinha que performar e se cuidar no dia a dia. Tenho boas lembranças, tenho amigos aqui, e é uma cidade que tenho um carinho muito grande”, concluiu.










