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Uso de ‘elefantes brancos’ da Copa desequilibra Brasileirão

Clubes abrem mão de seus mandos de campo e topam jogar ‘fora de casa’ para lucrar com renda das arenas. Na prática, porém, isso torna a briga menos justa

Por Da Redação5 min de leitura
Jogo entre Flamengo e Goiás atraiu quase 40 mil pessoas à Arena Pantanal, em Cuiabá
Jogo entre Flamengo e Goiás atraiu quase 40 mil pessoas à Arena Pantanal, em CuiabáGetty Images

Desde 2003, o Campeonato Brasileiro segue os moldes das grandes ligas da Europa, com o título decidido por pontos corridos, em jogos de turno e returno. Cada uma das vinte equipes deve realizar dezenove jogos dentro de casa e outros dezenove nos estádios dos adversários – a não ser, obviamente, em caso de punição do STJD. No entanto, esta edição do Brasileirão vem registrando um fenômeno que altera a lógica da competição. Por causa de interesses financeiros – e políticos -, algumas equipes abrem mão do mando de jogo para atuar em locais distantes, lucrando mais com essas partidas, ainda que seus adversários passem a ter a maioria do apoio das arquibancadas. A controversa medida, além de ajudar a encher um pouco mais os cofres dos clubes, acabam servindo também para a CBF e para muitos políticos, já que as arenas de Brasília, Cuiabá e Manaus, construídas para a Copa…

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