Acervo

De carne e osso: Olimpíada escancara desordens mentais que afetam atletas

Eles continuam a ser tão extraordinários quanto antes, mas não escondem mais as suas fraquezas

Por Amauri Segalla e Luiz Felipe Castro7 min de leitura
BRAVURA - Simone Biles ao admitir fragilidade: “Luto contra demônios” -
BRAVURA - Simone Biles ao admitir fragilidade: “Luto contra demônios” -AFP or licensors

No livro O Herói das Mil Faces, o escritor americano Joseph Campbell descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade. Para se tornar um herói, a personagem recebe um chamado, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, passa por alguma provação, vence o obstáculo inicial e, com isso, encontra o caminho da redenção. Os atletas são os heróis de nosso tempo. Pense em seu campeão favorito e compare o enredo dele com o roteiro de Campbell. É quase sempre assim. Rebeca Andrade, medalha de prata na individual geral em Tóquio e a primeira brasileira a subir ao pódio na ginástica, deu ao longo da carreira diversos sinais de depressão pelo excesso de treinos e contusões. Se não fosse a mãe, empregada doméstica de uma comunidade pobre de Guarulhos (SP), teria largado tudo, como inúmeras vezes quis fazer. Rebeca passou por uma série de provações…

Do acervo

Continue lendo com uma conta gratuita

  • Leva menos de um minuto, sem cartão
  • Acesso às matérias do Acervo Digital
  • Você continua exatamente deste parágrafo

Já tem conta ou é assinante do Clube Placar? Entrar, vale a mesma conta.

Assuntos