Sucessor de Usain Bolt corre contra a sombra do doping
O americano Christian Coleman seria favorito ao posto de herói, não fosse um episódio mal contado de ausência num exame antidoping

Poucos eventos esportivos têm o poder de fascinação de uma corrida de 100 metros rasos. O silêncio inquietante dos instantes que antecipam a prova, a excitação provocada pelo disparo que autoriza a largada e o êxtase ao ver o primeiro a cruzar a linha de chegada compõem uma experiência rara da força e inteligência da humanidade. Tudo isso em menos de dez segundos — pouco menos que o tempo gasto para ler as linhas acima. O vencedor da disputa, numa Olimpíada, é alçado automaticamente ao posto de herói, o mais rápido do mundo, um deus. Nos últimos três Jogos, em Pequim, Londres e Rio de Janeiro, o olimpo foi do jamaicano Usain Bolt, agora aposentado. Em Tóquio, no ano que vem, o nascimento de mais uma lenda da modalidade será, portanto, compulsório. Há um favorito: o americano Christian Coleman, de 23 anos, que no sábado 28 venceu o Campeonato Mundial,…
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