Sobre Ronaldo e Nureyev
Na sala principal do Teatro Bolshoi só há lugar para os muito grandes – os que ainda não chegaram lá brilham num espaço menor

Não foi um baile, longe disso. Philippe Coutinho voltou a jogar bem, Neymar parecia outro homem. Os dois ainda não chegaram a compor uma dupla como foram a de Bebeto e Romário em 1994 ou a de Ronaldo e Ronaldinho em 2002. A vitória contra a Sérvia por 2 a 0 foi tranquila, confortável, mas a seleção ainda deve uma partida excelente – uma daquelas para as quais desfilaríamos, sem vergonha do chavão, uma lista de metáforas prontas: jogaram como música, pareciam bailarinos etc. Definitivamente não, ao menos por enquanto.
Saíamos, então, do estádio Spartak, de metrô, com conexão na estação Pushkinskaya, e dela até a Teatralnaya. Ao fim da imensa escada rolante, o sol de fim de tarde ilumina o Teatro Bolshoi. Cabe uma imagem, evidentemente inventada: Philippe Coutinho e Neymar, depois de três partidas, ainda não receberam o passe livre para se apresentarem na sala principal do mítico…
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