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Rei Cristiano, o português que Portugal todo sonha em ser

Em seu retorno a Lisboa – para a final da Liga dos Campeões, neste sábado -, o craque simboliza o desejo geral de um país mais bem-sucedido e relevante

Por Giancarlo Lepiani, de Lisboa9 min de leitura
Cristiano Ronaldo treina no Estádio da Luz, em Lisboa, na véspera da final da Liga dos Campeões
Cristiano Ronaldo treina no Estádio da Luz, em Lisboa, na véspera da final da Liga dos CampeõesEFE

Exigente, perfeccionista e muitíssimo bem-sucedido, o craque leva uma vida que gostaria de ver refletida em seu próprio país – e, ao mesmo tempo, personifica as ambições mais inatingíveis de uma sociedade ainda insegura sobre o seu próprio papel na Europa e no mundo

A final da Liga dos Campeões, neste sábado, às 15h45 (de Brasília), entre Real Madrid e Atlético de Madri, em Lisboa, marca o retorno de Cristiano Ronaldo ao seu país – e o rei de Portugal, o melhor jogador do mundo, espera brilhar e vencer no Estádio da Luz, fechando um longo processo que o transformou numa espécie de modelo do que a própria nação portuguesa gostaria de ser. Aos 29 anos, “rico, bonito e grande jogador”, como ele mesmo já se definiu, Cristiano chegou a sofrer certa resistência dos portugueses quando despontou: para muitos, principalmente os mais velhos, tinha um ar de arrogância que não…

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