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Pagos para brincar

Os campeonatos profissionais de videogames já movimentam 750 milhões de dólares por ano em todo o mundo — e atraem cada vez mais brasileiros

Por Filipe Vilicic e Kalleo Coura7 min de leitura
Gabriel Bohm, o Kami, 20 anos
Gabriel Bohm, o Kami, 20 anos

A primeira vez em que o gaúcho Gabriel Bohm, o Kami, entrou em um estádio não foi para torcer, mas para jogar. Era 8 de agosto de 2015 e ele, então com 19 anos, pisou, emocionado, no gramado do Allianz Parque, sede do Palmeiras, em São Paulo, ovacionado por 12 000 torcedores. Além desses, outros 850 000 o acompanhavam pela TV e em mais de vinte salas de cinema espalhadas pelo país. Kami é um craque, não no futebol, mas em uma nova modalidade, que tem crescido em ritmo impressionante nos últimos seis anos. Nela, vale mais o bom manejo de computadores, além da velocidade de raciocínio, do que um corpo esculpido com exaustivos exercícios físicos. Kami é um profissional dos chamados e-sports, os esportes eletrônicos. Traduzindo: videogames. Sim, ele ganha (em torno de 30 000 reais mensais) para brincar.

Trata-se de uma atividade que avançou exponencialmente nas duas últimas…

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