Os personagens do 7 a 1, um ano depois do vexame
Não houve um novo vilão como Barbosa, mas a maioria dos 16 protagonistas do desastre do Mineirão perdeu prestígio. E o ‘apagão’ no futebol nacional continua

A goleada alemã de 7 a 1 sobre o Brasil, em pleno Mineirão, é uma daquelas tragédias que demoram um tempo para ser compreendidas e jamais são assimiladas. Aquele 8 de julho de 2014 foi o dia do maior fiasco do esporte nacional em todos os tempos, mas a impressão, passado um ano, é que tudo não passou de um pesadelo – ou um “apagão”, na versão mais utilizada pelos protagonistas daquela partida em Belo Horizonte -, pois quase nada mudou no futebol brasileiro. Em 1950, o dramaturgo Nelson Rodrigues definiu o Maracanazo, a derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo, como “a nossa Hiroshima”, comparando os efeitos da derrota no Rio de Janeiro à devastação causada pela bomba atômica lançada pelos Estados Unidos em solo japonês, cinco anos antes. O goleiro Moacyr Barbosa foi apontado como o vilão da derrota por 2 a 1 por não…
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