Os mortos falam em Moscou
Um passeio dominical pelo cemitério de Novodevichi, onde repousam os bons e os maus momentos da humanidade

E a Alemanha não morreu em Sochi contra a Suécia, salva aos 94 minutos pelo extraordinário Toni Kroos, o carrasco dos 7 a 1. No sábado (23), ele marcou o gol da vitória contra a Suécia, 2 a 1, e os tedescos passaram da desclassificação precoce para o lugar de favoritos, de onde nunca deveriam ter saído. Tivessem morrido, e se os russos não se ofendessem com o anátema, os alemães teriam agradável descanso no cemitério de Novodevichi, colado ao mosteiro de mesmo nome, muito próximo ao estádio Lujniki.
Inaugurado em 1898, o imenso jardim abriga mais de 27.000 sepulturas. Poucos lugares no mundo são tão propícios para o casamento do presente e do passado, a união das glórias e das tragédias, das fortalezas e fraquezas da humanidade, quanto as alamedas verdes pelas quais circulam a história viva de nosso tempo. As lápides do Novodevichi são como “um álbum de…
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