Opinião: as armadilhas de ‘vestir a camisa’ em tempos de ódio
Jogadores, dirigentes e até jornalistas contribuem para o ambiente tóxico no qual a “imparcialidade” só existe quando favorece meu time do coração

Acontece invariavelmente a cada rodada. Um erro, ainda que apenas um “suposto erro”, de arbitragem ganha enorme destaque. Mais ainda se tiver participação do VAR. Torcedores se revoltam nas redes sociais. O cartola que se sente prejudicado denuncia um complô contra seu clube e enumera lances (apenas os que lhe convém, claro). Para tornar a situação ainda mais incendiária, a imprensa dedica horas e horas sobre o tema e o jornalista que “ousa” embarcar em ondas conspiratórias imediatamente se torna o “imparcial” para a torcida que se sentiu prejudicada. Fecha-se assim um ciclo que nada contribui para a solução do problema (se é que realmente existe um), um fenômeno bastante similar ao que ocorre em outras esferas da sociedade, entre elas das discussões políticas.
A tão evocada parcialidade do juiz parece estar escrita no livro de regras do futebol, algo que acontece em todas as partes do mundo onde uma…
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