O teorema de Curry
Pré-convocado para a Olimpíada do Rio, o armador do Golden State Warriors virou o grande nome de uma reviravolta na principal liga de basquete do mundo: na NBA, agora, todas as equipes querem mais arremessos de 3 pontos.

Chuá, chuá, chuá – três, quatro, cinco, até onze vezes em um único jogo, como aconteceu em 2013 numa partida contra o New York Knicks. Por um átimo de segundo faz-se silêncio no ginásio. Stephen Curry sobe cerca de meio metro do chão e solta a bola. Numa parábola que sai de suas mãos em um ângulo de 50 a 55 graus, nem mais, nem menos, o couro de 623 gramas cruza o ar, vence os 7,25 metros da linha de 3 pontos, desafia a gravidade e rasga metaforicamente a rede de náilon. O ruído, multiplicado por um microfone colado à tabela, é a senha para um coro de suspiros na arena e, certamente, diante da televisão. Chuá, chuá, chuá. É quase teatral, dramático, o tempo preciso parece extraído de uma peça de jazz. Curry deixa a bola sair de suas mãos três décimos de segundo depois de iniciar o…
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