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O gol contra da CBF: seleção distante e clubes fragilizados

Três meses depois dos 7 a 1, a cartolagem não aprendeu a lição – ao recorrer a um atalho para reerguer a equipe nacional, abre o caminho para novos fiascos

Por Luiz Felipe Castro12 min de leitura
Dunga na vitória da seleção brasileira sobre o Japão, em Cingapura
Dunga na vitória da seleção brasileira sobre o Japão, em CingapuraGetty Images

“Há uma inversão de valores: os times que investem em grandes jogadores são penalizados, enquanto os que não investiram em atletas selecionáveis são os mais beneficiados”, diz o consultor Amir Somoggi

Há pouco mais de três meses, a seleção brasileira sofria a pior derrota de sua história. Passado o choque inicial da goleada alemã no Mineirão, criou-se entre os torcedores a expectativa de que o país do futebol absorveria o golpe, levaria um choque de realidade e entraria numa nova fase. A constrangedora inferioridade dos anfitriões diante dos europeus na semifinal da Copa do Mundo evidenciou que era preciso reformar o futebol brasileiro, desde as categorias de base até a seleção principal – e não só com a bola rolando, mas sobretudo nos escritórios da CBF. Diante da organização exemplar dos atuais campeões mundiais (que hoje têm, além de um grande time, uma estrutura para garimpar novos talentos e uma…

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