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O drama de Fénelón, o camisa 10 haitiano

Jovem soube da morte do pai um dia antes da partida do Pérolas Negras, equipe do Haiti que conquistou a torcida na Copa São Paulo de Futebol Júnior

Por Luiz Felipe Castro2 min de leitura
Pérolas Negras, a equipe do Haiti que se tornou sensação da Copa São Paulo de Futebol Júnior, durante partida contra o América-MG na Rua Javari, em São Paulo
Pérolas Negras, a equipe do Haiti que se tornou sensação da Copa São Paulo de Futebol Júnior, durante partida contra o América-MG na Rua Javari, em São PauloRicardo Matsukawa

Um drama familiar marcou o jogo entre América-MG e Pérolas Negras, a equipe haitiana sensação da 47ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. Perfilados antes da partida desta terça-feira, os jogadores respeitaram um minuto de silêncio pela morte do pai do atacante Fénelón Marckenson, anunciada pelo sistema de som da Rua Javari, a casa do Juventus da Mooca. De cabeça baixa, o jogador de 17 anos se emocionou ao lembrar do maior incentivador de sua carreira, que havia falecido um dia antes após vários meses de internação no Haiti. “Ontem foi triste demais, chorei o dia todo, não dormi direito. Mas o time me deu força para vir jogar, todo mundo estava concentrado para jogar pelo meu pai”, contou o camisa 10 em português impecável.

O Haiti é aqui na Mooca

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