Nós somos jovens
A inclusão de modalidades radicais, como surfe, skate e escalada, na próxima edição da Olimpíada, em 2020, é a estratégia do COI para renovar a audiência

O paulista Gabriel Medina repetiu no mês passado um ritual consagrado entre os praticantes do surfe: ao sair da água com o bicampeonato mundial garantido, o brasileiro permitiu-se ser carregado nos ombros por uma turba de descamisados que assistiam, eufóricos, a seu desempenho espetacular na Praia de Pipeline, no Havaí. A cena, emblemática por representar o ambiente descontraído das competições do esporte disputado sobre as ondas, pode ser substituída muito em breve por um ritual bem mais sisudo, porém não menos simbólico. Em agosto de 2020, haverá a possibilidade de Medina aparecer vestindo calça e agasalho com as cores do Brasil e isolado no alto do pódio, entoando os versos do Hino Nacional. E, em vez do tradicional colar de flores havaiano, poderemos ver pendurado em seu peito outro adereço: uma medalha olímpica.
Formal ou informal, com ou sem brasileiro, a cerimônia de premiação da primeira competição de surfe da…
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Washington Alves/Exemplus/COB
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