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A extraordinária participação feminina nos Jogos de Tóquio

Mulheres quebraram barreiras históricas e fizeram da Olimpíada um retrato das mudanças na sociedade. Brasileiras lideraram a conquista de medalhas do país

Por Alessandro Giannini e Amauri Segalla6 min de leitura
Novo olhar A ginasta Rebeca Andrade: porta-bandeira do Brasil na despedida da Olimpíada
Novo olhar A ginasta Rebeca Andrade: porta-bandeira do Brasil na despedida da OlimpíadaGetty Images

Em 1896, o lendário historiador francês Pierre de Coubertin, a quem se atribui a criação dos Jogos Olímpicos da era moderna, foi questionado sobre a participação feminina na primeira edição do evento. A resposta não poderia ter sido mais enfática: “Uma Olimpíada com mulheres seria impraticável, desinteressante, inestética e imprópria”. A força implacável do tempo mostrou que ele estava absurdamente errado. Mais de 100 anos depois, as mulheres não só igualaram-se aos homens em talento esportivo, como fizeram das competições uma arena para expressar as profundas mudanças da sociedade no último século. Agora, elas correm, nadam, saltam, giram no ar, lutam , arremessam, socam, velejam, pedalam, remam, jogam bolas de qualquer tipo, atiram — enfim, tal qual seus pares masculinos, as atletas são capazes de tudo tanto na vida quanto no esporte, e suas marcas e conquistas em todas as esferas mostram quão equivocado, ou até mesmo estúpido, pode ser…

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  • Tóquio 2020