O Paris Saint-Germain é bicampeão da Europa. Em uma final eletrizante disputada neste sábado (30), na Puskás Arena, em Budapeste, a equipe francesa superou o Arsenal nos pênaltis por 4 a 3, após um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. A decisão da Liga dos Campeões 2025/26 foi marcada por um roteiro dramático: os ingleses saíram na frente aproveitando uma falha defensiva, mas o PSG buscou a igualdade e contou com a frieza de seus batedores para manter a coroa no continente.
O castigo inicial e a vantagem inglesa
A partida começou com um balde de água fria para os atuais campeões. Logo aos seis minutos da primeira etapa, a alta pressão do Arsenal surtiu efeito. Em uma disputa no meio-campo, o capitão Marquinhos tentou afastar, mas a bola bateu em Trossard e sobrou limpa para Kai Havertz. O atacante alemão arrancou para dentro da área e encheu o pé, superando o goleiro Safonov para abrir o placar. O gol forçou o PSG a assumir o controle da posse de bola, enquanto os Gunners se defendiam com solidez, liderados por Gabriel Magalhães, que cortou diversos cruzamentos perigosos de Nuno Mendes e Doué.
Pressão parisiense e o empate na marca da cal
Na volta para o segundo tempo, o panorama se manteve com o Paris Saint-Germain rondando a área inglesa. A insistência foi recompensada aos 16 minutos. Kvaratskhelia invadiu a área, ganhou a disputa com Mosquera e foi derrubado. Após revisão do VAR, o pênalti foi confirmado. Ousmane Dembélé assumiu a responsabilidade, deslocou o goleiro Raya e deixou tudo igual em Budapeste. O empate incendiou o jogo, e o PSG quase virou aos 32 minutos, quando Kvaratskhelia puxou um contra-ataque fulminante e carimbou o travessão. O Arsenal respondeu nos minutos finais, mas o placar permaneceu inalterado, forçando o tempo extra.
Prorrogação tensa e a consagração nos pênaltis
Os 30 minutos da prorrogação foram marcados pelo cansaço e pela cautela de ambos os lados. As melhores chances vieram apenas nos instantes finais, com Timber acertando a rede pelo lado de fora e Gyokeres assustando Safonov com um chute desviado. Sem novos gols, a taça foi decidida na marca da cal.
Na disputa de pênaltis, a tensão atingiu o ápice. Gonçalo Ramos, Doué e Hakimi converteram para o PSG, enquanto Gyokeres, Rice e Martinelli marcaram para o Arsenal. O goleiro Raya chegou a dar esperanças aos ingleses ao defender a cobrança de Nuno Mendes, mas Eze já havia desperdiçado sua batida chutando para fora. Na quinta e decisiva série, o zagueiro brasileiro Beraldo bateu firme e colocou o Paris na frente. A pressão recaiu sobre seu compatriota, Gabriel Magalhães. O defensor do Arsenal isolou a cobrança por cima do gol, decretando a vitória francesa por 4 a 3.
Com o resultado, o Paris Saint-Germain consolida sua dinastia recente e levanta o troféu da Champions League pelo segundo ano consecutivo. Já o Arsenal, que fez uma temporada histórica ao quebrar o jejum na Premier League, amarga mais um vice-campeonato europeu, repetindo o roteiro de 2006.

