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Nas Olimpíadas de 1964, ela foi a única mulher da delegação brasileira

Conheça a história de Aída dos Santos; pela primeira vez, país poderá ter mais competidoras do que competidores nos Jogos

Por Fábio Altman5 min de leitura
PRECONCEITO – Aos 82 anos, com o diploma: encaminhada para o atletismo, porque “voleibol não era coisa de preto”
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Na Olimpíada de Tóquio, entre 24 de julho e 9 de agosto, pela primeira vez em 32 edições dos Jogos da era moderna o número de mulheres que vão competir será quase igual ao de homens — elas participarão de 48,8% das disputas. Em 2016, no Rio, o índice era de 45,6%. Há oito anos, em Londres, foi de 44,2%. Ressalte-se que nos outros Jogos realizados na capital do Japão, em 1964, há 56 anos, o contingente feminino era de escassos 13,2% do total. A delegação brasileira muito possivelmente embarcará para o Oriente, neste ano, de modo inédito, com mais competidoras do que competidores (o número definitivo será fechado apenas em julho, depois de todas as competições classificatórias). É um extraordinário avanço, retrato de uma nova postura da sociedade — uma vitória, sem dúvida alguma, dos movimentos de igualdade de gênero deflagrados no fim dos anos 1960 e que, desde…

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