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Mito? Os gols ‘não-oficiais’ de Pelé e seus devidos contextos

Excursões internacionais do Santos, inclusive para enfrentar gigantes europeus, não entraram nas contas oficiais — mas sim para a história

Por Luiz Felipe Castro7 min de leitura
Di Stéfano e Pelé: o duelo de gênios no Bernabéu
Di Stéfano e Pelé: o duelo de gênios no Bernabéu

“Se Pelé era tão bom, por que não jogou na Europa?”. O tolo questionamento, que parece tentar reescrever o passado com as tintas do presente, volta e meia pipoca nas redes sociais em tentativas de menosprezar os feitos da lenda do futebol, hoje com 81 anos. Bastaria dizer que foi no Velho Continente que o camisa 10 assombrou o mundo, aos 17 anos, chapelando zagueiros e erguendo a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, entre tantas outras passagens gloriosas das excursões do Santos e da seleção brasileira. Outro equívoco recorrente, seja por ignorância ou má fé, é a tentativa de deletar da história os chamados “gols não oficiais” do Rei. Foi o que ocorreu nesta semana, depois que Cristiano Ronaldo tornou-se o recordista sob este critério. Em um importante programa da TV inglesa, o ex-zagueiro Jamie Carragher, ironizou as contas de Pelé — algo que, aliás, acontece com frequência…

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