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Memória: em 1989, a indignação de Maradona nas Páginas Amarelas

Em entrevista a VEJA, campeão do mundo condenou os militares golpistas da Argentina, elogiou Fidel Castro e falou de sua admiração pelo futebol brasileiro

Por J.A. Dias Lopes14 min de leitura
Auge: Maradona em ação pelo Napoli, em 1989
Auge: Maradona em ação pelo Napoli, em 1989PA Images via Getty Images

Entrevista publicada em VEJA em 18 de janeiro de 1989

Quem o vê pela primeira vez, com aquele reluzente brinco de platina e brilhantes na orelha esquerda, caminhando como se desse ligeiros saltos do chão, talvez para compensar a baixa estatura e o corpo atarracado — 1,66 metro e 70 quilos —, fica convencido de que a fama subiu à cabeça de Diego Armando Maradona. A impressão é falsa. Aos 28 anos, esse argentino de Villa Fiorito, nos arredores de Buenos Aires, campeão do mundo e considerado o maior jogador de futebol da atualidade, desfaz completamente a imagem negativa logo no primeiro contato.

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