Megan Rapinoe: protesto ambulante
Assim se autointitula a habilidosa, intensa e politizada atacante que liderou a seleção dos Estados Unidos durante a campanha invicta na Copa do Mundo

Brasileiros acostumados com jogador de futebol pronunciando platitudes e repetindo frases decoradas levam um susto com a fala incisiva de Megan Rapinoe: não há “professor” (técnico, no idioma dos meninos) que segure os passes, os atos e o pendor para a polêmica da estrela da seleção americana que, no domingo 7, venceu a Copa do Mundo feminina na França. Rapinoe, 34 anos completados dois dias antes da final, é uma explosão de talento, combatividade e personalidade. Dentro do campo, inconfundível com a braçadeira de capitã e o cabelo pintado de lilás, ela brilhou — saiu da competição com a Bola de Ouro de melhor jogadora e a Chuteira de Ouro de maior artilheira. Fora dele, como é de seu costume, esbanjou confiança no seu chute, levantou a bola da consciência social e ainda deu uma cotovelada retórica em Donald Trump — tudo sem perder o estilo. “Quanto maior o holofote,…
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