A disputa de pênaltis não é uma ciência exata, tampouco uma loteria. A análise de dados aponta o canto preferido dos batedores, a força que ele emprega na bola e até seu com portamento diante do placar adverso, por exemplo. Nada disso basta sem um acompanhamento psicológico para “o chute mais importante de suas carreiras”.
A análise é do norueguês Geir Jordet, autor de Pressão: lições da psicologia na disputa de pênaltis (tradução livre), em que é possível perceber uma semelhança crucial nas eliminações da seleção brasileira diante da Croácia na Copa do Mundo do Catar, em dezembro de 2022, e do Uruguai na Copa América nos Estados Unidos, em julho deste ano. Há alguns fatores por trás das batidas ruins de Rodrygo e Marquinhos, Éder Militão e Douglas Luiz.
A matéria “É tudo ensaiado” está na PLACAR de agosto (edição número 1514), disponível nas bancas e na loja oficial no Mercado Livre.
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Em ambas as situações, os auxiliares Cléber Xavier e Lucas Silvestre tomaram a palavra no círculo formado pelos atletas antes da disputa. Ali, os jogadores olhavam atentamente para as instruções previstas em um pedaço de papel ou em um tablet. O problema é que nem Tite nem Dorival Júnior, os comandantes do grupo, se comunicaram corretamente com seus jogadores. Pelo contrário, ficaram alheios ao momento.
Ainda nos EUA, Dorival minimizou a questão, se irritou com as críticas e disse não ver problemas em delegar tal função ao auxiliar.
“Os brasileiros, talvez mais que os europeus, querem essa conexão. Pelo menos dê a eles um contato visual. Faça-os acreditar no processo que foi treina do e que aquilo dará certo”, disse Jordet, que analisou todas as 35 disputas de pênaltis que aconteceram em Copas do Mundo até agora e por isso se lembra bem da vibração de Mario Jorge Lobo Zagallo nas semifinais contra a Holanda, em 1998.







