O Juventude protagonizou uma noite épica no Estádio Alfredo Jaconi nesta quarta-feira (13). Em duelo válido pela quinta fase da Copa do Brasil, a equipe gaúcha reverteu a desvantagem do jogo de ida, venceu o São Paulo por 3 a 1 e carimbou seu passaporte para as oitavas de final do torneio. Apoiado em uma bola aérea letal e beneficiado por uma expulsão precoce do lado tricolor, o time da casa buscou a classificação direta com um gol dramático nos acréscimos, aprofundando a crise da equipe paulista, que agora soma cinco jogos sem vitória.
O peso da irresponsabilidade
O primeiro tempo foi marcado por muito estudo e tensão. O São Paulo, com a vantagem do empate após vencer na ida por 1 a 0, tentava controlar o ritmo, enquanto o Juventude esbarrava na forte marcação. As melhores chances gaúchas vieram em chutes de fora da área, com Raí obrigando o goleiro Rafael a fazer uma defesa espetacular no ângulo. No entanto, a narrativa da partida mudou drasticamente aos 44 minutos. Luciano, lesionado, deu lugar a Ferreira. Em seu primeiro lance em campo, o atacante são-paulino se envolveu em uma disputa com Rodrigo Sam, cometeu uma agressão e recebeu o cartão vermelho direto, deixando os visitantes com um a menos antes mesmo do intervalo.
Chuva de cruzamentos e a virada
Na volta para a etapa complementar, o Juventude adiantou suas linhas para sufocar um São Paulo apático e recuado. A estratégia de explorar as jogadas de lado de campo logo surtiu efeito. Aos 20 minutos, Manuel Castro cruzou da esquerda e encontrou Gabriel Pinheiro, que testou firme para abrir o placar e igualar o confronto no agregado. A pressão continuou e, apenas oito minutos depois, a bola aérea castigou o Tricolor novamente. Raí cobrou falta na medida para Marcos Paulo, que cabeceou no canto esquerdo de Rafael, virando o placar agregado a favor dos donos da casa.
Susto, milagre e o golpe de misericórdia
Quando a classificação direta parecia encaminhada para o Juventude, o São Paulo encontrou forças na base do desespero. Aos 39 minutos, Bobadilla cruzou e Tapia, de cabeça, diminuiu para 2 a 1, resultado que levava a decisão para os pênaltis. O drama tomou conta do Alfredo Jaconi. Já nos acréscimos, aos 46, o goleiro Pedro Rocha operou um verdadeiro milagre ao espalmar um chute à queima-roupa de Sabino, salvando o Juventude. A defesa heroica impulsionou o time para o ataque final. Aos 49 minutos, coroando a noite impecável pelo alto, Mandaca aproveitou cruzamento da direita, cabeceou, parou em grande defesa de Rafael, mas não perdoou no rebote: 3 a 1 e explosão nas arquibancadas.
Com o apito final, o Juventude celebra a vaga heroica e aguarda o sorteio para conhecer seu adversário nas oitavas de final. Já o São Paulo volta para a capital paulista sob forte pressão, precisando juntar os cacos após uma eliminação dolorosa e uma sequência negativa na temporada.



