Josi Santos faz terapia na neve e confederação já sonha com os Jogos de 2018
Pouco importa o resultado na competição. A participação da santista nos Jogos de Sochi serviu para exorcizar o medo após o acidente da companheira Laís Souza, e abrir o caminho para os brasileiros no esporte de neve

São menos de dez segundos desde o início da descida pela colina, o voo sobre a rampa inclinada até a aterrissagem na neve. Como foram dois saltos, vamos considerar 20 segundos no total, ok? Somados os saltos em treinamentos aqui na Rússia, digamos que o tempo acumulado praticando o esqui aéreo no ambiente olímpico chega a um minuto. Se para alguns essa volta do ponteiro do relógio passa depressa, para a paulista Josi Santos foi uma eternidade. Essa brevíssima experiência da atleta brasileira foi uma vitória. A vitória de quem conseguiu enfrentar o trauma causado pelo acidente de sua companheira de modalidade, a também paulista Laís Souza, que segue internada em um hospital nos Estados Unidos, há mais de duas semanas.
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