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Itália: a mágoa de Balotelli em meio à guerra da imigração

O comportamento imprevisível do astro da seleção, que sofre por não ser visto como um italiano de verdade, ilustra a espinhosa questão da xenofobia no país

Por Giancarlo Lepiani9 min de leitura
O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e o técnico da seleção, Cesare Prandelli, comem uma banana em apoio ao jogador brasileiro Daniel Alves, vítima de racismo na Espanha. No Instagram, Balotelli também aderiu à campanha
O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e o técnico da seleção, Cesare Prandelli, comem uma banana em apoio ao jogador brasileiro Daniel Alves, vítima de racismo na Espanha. No Instagram, Balotelli também aderiu à campanha

Os episódios de violência motivadas por racismo e xenofobia não são incomuns na Itália – e muitos deles são atribuídos a seguidores da Liga Norte, facção de extrema direita que tem em Brescia, onde Balotelli passou a adolescência, um de seus principais redutos

“Mamma mia, eu divido a Itália em duas!” A frase inusitada, postada no Twitter de Mario Balotelli durante uma noite de insônia no último fim de semana, é um diagnóstico duro, mas surpreendentemente lúcido. O principal jogador da segunda seleção mais vencedora da história das Copas do Mundo virá ao Brasil como herói para muitos e vilão para tantos outros, despertando paixão e ódio antes mesmo de tocar na bola – e, ainda que leve a Azzurra ao pentacampeonato, empatando com a seleção brasileira em número de títulos, o explosivo atacante de apenas 23 anos não voltará para casa em paz. Balotelli vive em permanente crise de…

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