Futebol em 2019: jogo contra o racismo
A disputa entre os que insistem em perpetuar o preconceito e quem o deplora terminou empatada

Se fosse uma partida, a disputa no futebol, em 2019, entre os que deploram o racismo e aqueles que insistem em perpetuar o preconceito teria terminado empatada. Em outubro, por exemplo, os técnicos Roger Machado, do Bahia, e Marcão, do Fluminense — que faziam parte da ínfima minoria de profissionais afrodescendentes que comandava, em 2019, times da primeira divisão no Brasil —, se abraçaram no gramado, em um lance que poderia ser classificado como “didático”. Foi, por assim dizer, um empate em zero a zero. No mês seguinte, no entanto, o que se viu foi um jogo bem mais duro, entre dois brasileiros em um estádio da Ucrânia. Durante um clássico do campeonato local, Taison e Dentinho, atletas do Shakhtar Donetsk, tiveram de ouvir imitações de macaco vindas da torcida do rival Dínamo de Kiev. Por volta dos 30 minutos do segundo tempo, Taison se cansou de suportar as demonstrações…
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