O adiamento da assinatura do acordo final para a aquisição do terreno do Gasômetro, destinado à construção do novo estádio do Flamengo, tem gerado repercussões significativas na região portuária do Rio de Janeiro. Tomada pela nova diretoria do clube, liderada por Luiz Eduardo Baptista, a decisão visa garantir a viabilidade financeira, econômica e técnica do projeto.

A região em torno do Gasômetro tem grande potencial de valorização devido ao desenvolvimento do novo estádio. Incorporadoras que possuem projetos na área e investidores em Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) deverão reavaliar seus cronogramas, diante da indefinição no avanço do projeto do Flamengo. Além disso, o terreno, adquirido em um leilão por R$ 138,2 milhões, envolve complicações, como disputas judiciais com a Caixa Econômica Federal sobre seu valor final.

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, tomou posse no último 18 de dezembro - Divulgação/Flamengo
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, tomou posse no último 18 de dezembro – Divulgação/Flamengo

Quais são os desafios logísticos e financeiros?

O projeto do estádio enfrenta dificuldades logísticas, como o reposicionamento de uma estação de gás da CEG, que atualmente ocupa uma pequena fração do terreno. A administração municipal, sob a liderança do prefeito Eduardo Paes, comprometeu-se a assumir os custos dessa operação, mas isso ainda acarreta planejamento complexo. Além disso, a necessidade de garantir que o projeto não impacte negativamente a saúde financeira do clube é uma prioridade para a nova diretoria.

Potenciais Consequências do Adiamento

O adiamento pode afetar os investimentos no setor imobiliário ao redor do Gasômetro e o planejamento das desenvolvedoras que atuam na região. A expectativa de valorização imobiliária pode ser temporariamente freada, refletindo na atratividade do local para novos empreendimentos. Por outro lado, o Flamengo tem a oportunidade de assegurar que o projeto seja sustentável a longo prazo, ao realizar estudos mais profundos.