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Fifa recua e encaminha caso de corrupção à Justiça

Após críticas de procurador, entidade decidiu prestar queixa contra suspeitas de suborno nas escolhas de Rússia e Catar como sedes da Copa do Mundo

Por Da Redação3 min de leitura
O emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al-Thani, recebe a taça Fifa das mãos de Joseph Blatter no dia em que o país venceu a eleição para sede da Copa de 2022
O emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al-Thani, recebe a taça Fifa das mãos de Joseph Blatter no dia em que o país venceu a eleição para sede da Copa de 2022Getty Images

Depois de alegar que não havia corrupção comprovada na escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, a Fifa recuou nesta terça-feira ao prestar queixa por “suspeitas de transferência internacional de patrimônio, tendo a Suíça como ponto de contato”. A ação foi levada ao Ministério Público suíço em Berna, com base no relatório realizado pelo ex-procurador americano Michael Garcia, que denuncia a participação de diversos dirigentes da entidade na atribuição dos Mundiais da Rússia e do Catar. Na última quinta-feira, a Fifa aliviou o alcance das denúncias do relatório, mas poucas horas depois o próprio Garcia mostrou-se indignado, alegando que a entidade tinha interpretado o documento de forma “incompleta e equivocada”.

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