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Fifa errou ao inocentar Catar, ataca o autor da investigação

Em outra reviravolta espantosa, Michael Garcia, que apurou suspeitas sobre as Copas do Catar e da Rússia, acusa a entidade de distorcer o que ele descobriu

Por Da Redação3 min de leitura
Michael Garcia, do Comitê de Ética da Fifa, no Congresso da entidade, pouco antes da Copa do Mundo, em São Paulo
Michael Garcia, do Comitê de Ética da Fifa, no Congresso da entidade, pouco antes da Copa do Mundo, em São PauloFIFA via Getty Images

Garcia diz que o documento redigido por Eckert “contém numerosas representações incompletas e errôneas dos fatos e conclusões detalhados no relatório da investigação”

Ao divulgar as conclusões de uma investigação interna sobre as Copas do Mundo de 2018 e 2022, na manhã desta quinta-feira, a Fifa esperava ter sepultado de vez os questionamentos em torno da escolha de Rússia e Catar como próximas sedes do torneio. Um comunicado da entidade chegou a dar o assunto como encerrado. Nada disso: poucas horas depois de publicar um relatório parcial sobre o caso, a entidade voltou a ficar em situação constrangedora. Numa reviravolta espantosa, o próprio autor da investigação, o advogado americano Michael Garcia, veio a público para dizer que as conclusões apresentadas pelo juiz alemão Hans-Joachim Eckert, presidente da Câmara de Julgamento da Comissão de Ética, foram equivocadas.

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