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Edina Alves, rumo ao Mundial de Clubes: ‘O caminho foi longo’

Árbitra paranaense, a primeira mulher da história convocada a apitar o torneio no Catar, relata dificuldades para chegar à elite

Por Luiz Felipe Castro3 min de leitura
MULHER NO COMANDO - A juíza: “No começo, minha mãe não queria que eu apitasse. Ela dizia que isso não era para mim” -
MULHER NO COMANDO - A juíza: “No começo, minha mãe não queria que eu apitasse. Ela dizia que isso não era para mim” -

Como recebeu a notícia de que apitaria no Mundial de Clubes da Fifa? Sinto como se tivesse sido convocada para a seleção brasileira. O Brasil tem muita tradição, com dois árbitros em finais de Copa do Mundo (Arnaldo Cezar Coelho e Romualdo Arppi Filho), o que aumenta minha responsabilidade.

Por que decidiu ser árbitra? Sempre amei esporte. Um dia, o pai de uma amiga estava organizando um campeonato e me convidou para trabalhar como árbitra de futebol. Acabei me apaixonando e nunca mais saí. Me formei em 2001, mas estreei na elite apenas em 2019. Tem gente que acha que tudo caiu do céu para mim, mas foi um caminho longo.

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