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Edina Alves: ‘Não sou coitadinha, quero ser tratada como qualquer árbitro’

Primeira mulher a apitar um jogo do Campeonato Brasileiro em 14 anos, a paranaense falou sobre como é ser uma árbitra no futebol masculino

Por Alexandre Senechal4 min de leitura
Edina Alves
Edina Alves

O inverno foi longo. Foram catorze anos de espera para que uma mulher voltasse a apitar uma partida do Campeonato Brasileiro. Edina Alves Batista, 39 anos, foi a árbitra central na vitória por 1 a 0 do CSA sobre o Goiás, na noite da última segunda-feira, 27, em jogo válido pela sexta rodada. Na equipe do árbitro de vídeo, estava Silvia Regina de Oliveira, a última a atuar pela primeira divisão em um Fortaleza 1 x 2 Paysandu, em 2005. Mulheres desbravadoras em um universo predominantemente masculino que conquistaram um espaço antes impensado no esporte.

“Não quero ser tratada como a Edina mulher, não quero ser coitadinha, quero ser tratada como qualquer árbitro”, desabafou por telefone, de dentro de um avião com destino à França. Poucas horas depois da partida no estádio Rei Pelé, em Maceió, a juíza e suas duas assistentes, Neuza Back e Tatiane Camargo, já estavam no…

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