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É justo mudar (de novo) os critérios de classificação para a Olimpíada?

A decisão dos dirigentes do karatê de alterar mais uma vez a forma como atletas poderão ir à Tóquio volta a tirar o sono daqueles envolvidos

Por Danilo Monteiro3 min de leitura
O atleta Vinicius Figueira em ação pelo karatê
O atleta Vinicius Figueira em ação pelo karatê

Há pouco mais de dois meses, quando o surto de coronavírus tornou-se uma pandemia, ficou claro que seu efeito devastador afetaria praticamente todas as áreas da sociedade. Impedidos de treinar em condições adequadas dada a necessidade do isolamento social, muitos atletas comemoraram quando foi anunciado o adiamento dos Jogos de Tóquio para daqui um ano, em julho de 2021. Em praticamente metade das modalidades olímpicas, o alívio veio em função da definição de um novo calendário para o preenchimento das vagas remanescentes.

Mas em alguns esportes, os dirigentes parecem ter tomado gosto pelo ambiente já abalado pela crise sanitária e modificaram mais uma vez as regras do jogo. A Federação Internacional de Karatê (WKF, na sigla em inglês) decidiu na última quarta-feira, 20, retomar o sistema de ranking mundial da modalidade, dois meses depois de anunciar uma lista de atletas classificados aos Jogos Olímpicos. A WKF justificou a decisão, em…

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