Copa América: a torcida sumiu
Os lugares vazios deram o recado: alguns jogos da competição são mesmo para esquecer. Ainda assim, os organizadores se dizem felizes (e de bolso cheio)

O treinador Tite pode respirar mais ou menos aliviado. Ou, dito de outra forma, ele já tem com quem dividir a avalanche de críticas pelo desempenho tímido da seleção brasileira nas partidas iniciais da Copa América realizada em território brasileiro. Salva-se porque a popularidade dos organizadores do torneio também anda em xeque. Em nenhuma das doze primeiras partidas da competição se conseguiu encher completamente o estádio. Com exceção dos jogos inaugurais de Brasil e Argentina, que tiveram um público razoável, os confrontos não preencheram nem metade das cadeiras. Foi vergonhoso. Em pleno sábado ensolarado de Porto Alegre, o embate entre Venezuela e Peru reuniu exatos 11 107 interessados na Arena do Grêmio. “Não vejo uma partida como essa atrativa para os brasileiros”, admitiu Romildo Bolzan Jr., o sincero presidente do Grêmio, que não foi ao jogo (estava viajando, de férias).
E o que explica a reduzidíssima taxa de ocupação dos…
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