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Conmebol, CBF e governo Bolsonaro: um triângulo na pandemia

Costurada às pressas, inclusão do Brasil como sede da Copa América no lugar da Argentina envolveu cartolas e políticos e recebeu severas críticas

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
Rogério Caboclo, Jair Bolsonaro e Alejandro Domínguez, os protagonistas do absurdo
Rogério Caboclo, Jair Bolsonaro e Alejandro Domínguez, os protagonistas do absurdoGetty Images

“Definido o mascote da ‘Cepa América’: será o passarinho cloroquito”, diz um dos diversos protestos em forma de brincadeira nas redes sociais. Mesmo anestesiado diante de tanta tragédia, o brasileiro segue sua rotina de buscar algum refúgio no humor, ainda que o motivo seja uma autêntica piada de mau gosto. O anúncio de que o Brasil, um dos epicentros da pandemia de novo coronavírus no mundo, receberá novamente a Copa América, após as desistências das sedes originais Colômbia e Argentina, causou espanto, mas não chegou a surpreender. A mudança anunciada nesta segunda-feira, 31, tem tripla paternidade: Conmebol, CBF e governo de Jair Bolsonaro.

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